{"id":792,"date":"2008-01-13T15:40:00","date_gmt":"2008-01-13T15:40:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2020-12-30T01:11:16","modified_gmt":"2020-12-30T01:11:16","slug":"pedro-lembrando-ins","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alforria.pt\/?p=792","title":{"rendered":"Pedro, lembrando In\u00eas"},"content":{"rendered":"<p align=\"left\">Em quem pensar, agora, sen\u00e3o em ti? Tu, que me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste a manh\u00e3 da minha noite. \u00c9 verdade que te podia dizer: &#8220;Como \u00e9 mais f\u00e1cil deixar que as coisas n\u00e3o mudem, sermos o que sempre fomos, mudarmos apenas dentro de n\u00f3s pr\u00f3prios? &#8220;Mas ensinaste-me a sermos dois; e a ser contigo aquilo que sou, at\u00e9 sermos um apenas no amor que nos une, contra a solid\u00e3o que nos divide. Mas \u00e9 isto o amor: ver-te mesmo quando te n\u00e3o vejo, ouvir a tua voz que abre as fontes de todos os rios, mesmo esse que mal corria quando por ele pass\u00e1mos, subindo a margem em que descobri o sentido de irmos contra o tempo, para ganhar o tempo que o tempo nos rouba. Como gosto, meu amor, de chegar antes de ti para te ver chegar: com a surpresa dos teus cabelos, e o teu rosto de \u00e1gua fresca que eu bebo, com esta sede que n\u00e3o passa. Tu: a primavera luminosa da minha expectativa, a mais certa certeza de que gosto de ti, como gostas de mim, at\u00e9 ao fundo do mundo que me deste.<\/p>\n<p align=\"right\">Nuno J\u00fadice<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em quem pensar, agora, sen\u00e3o em ti? Tu, que me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste a manh\u00e3 da minha noite. \u00c9 verdade que te podia dizer: &#8220;Como \u00e9 mais f\u00e1cil deixar que as coisas n\u00e3o mudem, sermos o que sempre fomos, mudarmos apenas dentro de n\u00f3s pr\u00f3prios? &#8220;Mas ensinaste-me a sermos dois; e a ser contigo aquilo que sou, at\u00e9 sermos um apenas no amor que nos une, contra a solid\u00e3o que nos divide. Mas \u00e9 isto o amor: ver-te mesmo quando te n\u00e3o vejo, ouvir a tua voz que abre as fontes de todos os rios, mesmo esse que mal corria quando por ele pass\u00e1mos, subindo a margem em que descobri o sentido de irmos contra o tempo, para ganhar o tempo que o tempo nos rouba. Como gosto, meu amor, de chegar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[5],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alforria.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/792"}],"collection":[{"href":"https:\/\/alforria.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alforria.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alforria.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alforria.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=792"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/alforria.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/792\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alforria.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=792"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alforria.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=792"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alforria.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=792"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}